Curta sobre o Barão estreia nessa segunda

“Por que a gente é assim” conta a trajetória de uma das mais cultuadas bandas de rock do país


Os personagens, as canções e as histórias de uma das mais importantes bandas de rock do Brasil entram em cena, em maio, no Curta!. Estreia na Segunda da Música, dia 8, às 22h15, o documentário exclusivo “Barão Vermelho: por que a gente é assim?”. O filme apresenta a trajetória do grupo que surgiu em 1981, da vontade dos amigos Guto Goffi e Maurício Barros de criarem uma banda de rock´n roll, desde o convite a Roberto Frejat, Dé Palmeira e a caça ao vocalista ideal, Cazuza, até suas mais recentes formações. É o percurso de um conjunto que marcou a música brasileira ao ser um dos precursores do chamado BROCK, movimento musical do rock nacional. Dirigido por Mini Kerti, o longa é uma coprodução entre o Barão Vermelho e a Conspiração Filmes, e teve financiamento pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Entre lembranças e depoimentos, “Barão Vermelho: por que a gente é assim?” apresenta a amizade e a parceria musical entre Frejat e Cazuza, que se chamavam carinhosamente de Brow e Caju, e o processo criativo dos músicos. O agora ex-vocalista do Barão, Roberto Frejat, lembra a primeira canção que compôs com Cazuza, “Nós”, e se emociona ao falar do orgulho que sentiram ao compor “Todo amor que houver nessa vida”.

-Eu acho que essa música tem uma letra muito profunda, muito densa, muito sofisticada para uma pessoa de 22 anos. Então ele deveria se sentir orgulhoso de cantar essa música. E hoje eu me sinto orgulhoso de cantar essa música – reflete, emocionado, e relembra o que pensaram ao terminar a composição: “Aí, bicho, fizemos uma música foda! Parceiro, arrebentamos”.

Além de Frejat, o longa-metragem reúne depoimentos dos músicos que integraram as diferentes formações do Barão Vermelho. Guto, Dé Palmeira, Maurício, Sergio Serra, Peninha, Fernando Magalhães, Rodrigo Santos, Dadi Carvalho e Peninha. Todos passam a limpo os mais de 30 anos de carreira do grupo, sem filtros. O encontro com o jornalista e produtor Ezequiel Neves, o Zeca, guru da banda desde o início, é lembrado com carinho. A impactante saída de Cazuza da banda e, posteriormente, o choque com a sua morte são revelados ainda com emoção. Esses e outros momentos marcantes dessas três décadas de história são ilustrados por imagens de arquivo, que vão dos filmes em super-8 dos primeiros ensaios, passando pelo show no Teatro Ipanema, em 1983, até as participações do grupo em programas de auditório como Chacrinha e Raul Gil. E o longa é lançado em meio a mais um acontecimento importante no Barão, a saída de Frejat, que deu lugar a Rodrigo Suricato.

Os pais de Cazuza, Lucinha e João Araújo, também participam de “Barão Vermelho: por que a gente é assim?’. Em depoimentos, eles revelam o lado familiar de Cazuza, ainda pouco conhecido pelo público.

“Barão Vermelho: por que a gente é assim?” é dedicado a Cazuza, Zeca (Ezequiel Neves) e Peninha, que faleceu em 2016, durante a finalização do documentário. O longa-metragem tem patrocínio da Taesa, da Prefeitura do Rio, da FSB Comunicação, recursos do Fundo Setorial, do BRDE e da Ancine. O filme também contou com a parceria de diversos acervos, entre eles o Viva Cazuza, Cedoc – TVGlobo e SBT, gravadoras e editoras e o Fã Clube do Barão Vermelho.

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