Medina admite: Rock in Rio não é mais um festival de Rock

Empresário diz que evento é um parque de diversões e que mais de 50% das pessoas que vão não se interessam pelas atrações musicais


A apenas cinco dias de começar o maior festival de rock do planeta, o Rock in Rio, o seu criador admitiu que o evento não se trata mais de um festival de música, mas sim de um grande parque de diversões temático. O empresário Roberto Medina disse em entrevista ao jornalista Roberto D´Ávila na Globonews que mais de 50% das pessoas que vão ao festival não estão interessadas nas bandas e nem na música.

“A maior parte das pessoas fica circulando pelas diversas atrações e apenas poucas ficam de fato assistindo aos shows”, revelou o empresário na entrevista que foi ao ar no último fim de semana.

Diferente do primeiro Rock in Rio, em 1985, cujas atrações realmente mobilizavam as pessoas, as edições mais recentes passaram a oferecer opções de entretenimento que tiraram o foco dos shows. Rodas gigantes, praças de alimentação repletas de restaurantes, lojas, tirolesa entre várias outras atrações, fazem com que as pessoas desejem ir ao festival não por causa da música, mas pelo entretenimento que ele oferece.

Na entrevista Medina ainda revelou que vai desistir se o Rio de Janeiro não melhorar. O empresário está tentando colaborar em um projeto de recuperação do Rio, especialmente na área de turismo.

Outra revelação interessante do empresário é que o foco do festival não é o carioca. Todo o esforço de marketing foi feito junto às companhias de turismo para trazer gente de fora. “A ação foi um sucesso e a taxa de ocupação dos hotéis da Barra da Tijuca está em 80%”, disse Medina.

O Rock in Rio 2017 começa nessa sexta-feira dia 15, e apesar de alguns nomes de peso na programação, o público parece continuar mais interessado em se divertir do que assistir os shows.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *