Sampa 4 x Rio 0

E novamente o Rio perde de goleada para São Paulo. A banda irlandesa U2 prossegue hoje sua turnê pelo Brasil,


E novamente o Rio perde de goleada para São Paulo.

A banda irlandesa U2 prossegue hoje sua turnê pelo Brasil, com não apenas um, mas quatro shows  ( 19, 21, 22, 24 de outubro) na capital paulista. Os shows terão ainda como abertura o ex líder do Oasis, Noel Gallagher.

Única cidade brasileira incluída na turnê, São Paulo, mais uma vez se mostra no cenário atual a queridinha dos produtores, quando se trata de trazerem grandes eventos.

Tirando o Rock in Rio e algumas exceções, como o retorno do Foo Fighters ao Maracanã no início de 2018, as bandas que costumam se apresentar em grandes estádios não tem olhado com mais atenção para o Rio.

Claro que na maioria das vezes, o produtor responsável por trazer o artista ao país é quem define as cidades, mas ignorar a cidade brasileira mais conhecida no mundo inteiro, tem sido uma constante.

Tivemos o caso de Paul McCartney, que tocou em quatro cidades e nenhuma delas foi o Rio. Agora vemos o mesmo acontecer com o U2, com quatro datas no Estádio do Morumbi, que traz ao país a sua “The Joshua Tree Tour”, comemorando os 30 anos do álbum homônimo.

É verdade que a imagem atual da cidade não ajuda, tão salpicada de violência, mas em termos da realidade mundial, também o Rio se tornou uma das cidades mais caras do mundo, e isto afasta os produtores interessados em trazer as grandes atrações. Montar um grande evento como este envolve custos altos e o retorno que cubra o investimente quase nunca é garantido.

O Rio precisa urgentemente mudar e enxergar a cidade como um ativo com potencial enorme de retorno cultural e financeiro. Voltar a ser o que já foi, referência no país e mundo.

Enquanto São Paulo leva as grandes atrações, em shows individuais, Lollapalooza, festivais que pipocam constantemente, o Rio se resumiu ao Rock in Rio e a alguns poucos shows.

É triste ver o Rio relegado a coadjuvante no cenário musical brasileiro.

P.S. Ah, Noel Gallagher também não irá se apresentar no Rio desta vez.

* Antonio Gomes é Editor da Rio Rock & Blues Club e roqueiro de carteirinha.

Um comentário em “Sampa 4 x Rio 0

  • 24/10/2017 em 00:27
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    Antônio, eu sinto muito pelo Rio, mas já faz décadas que a cidade não apenas não recebe a atenção devida, como não dá a atenção devida aos grandes eventos. Não consigo traçar uma linha direta de causa e efeito, mas o fato do Rio ter 2/3 da população de SP, e não 10% do número de casas de música ao vivo nessa linha que estamos falando (Rock/Pop), diz muita coisa pra mim.
    As casas de música ao vivo do Rio estão cheias, mas de outro tipo de música, de outro tipo de evento.

    O RJ não lotaria nem 3, nem 2 dias de U2. Apenas 1…

    Os preços abusivos de tickets no Brasil é outro fator, mas acredito que o carioca se incomoda mais com isso, e prefere não ir, do que o paulista. Já as outras cidades do Sul, foram tão negligenciadas durantes décadas, que hoje ganham mais atenção e respondem à altura.

    E casos bem curiosos que me chamam a atenção, como uma banda suéca bem desconhecida, que está indo ao Brasil tocar no Rio, SP, PoA e Limeira. Exato… Não é Curitiba, não é Campinas, não é BH… É Limeira. E lá, eu te garanto, que será um dos eventos mais cheios dessa banda, e muita gente conhecerá a banda naquela mesma noite.

    Abraços

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