A ópera rock dos Titãs

Banda prepara o seu mais ambicioso projeto.


Tendo apresentado uma prévia durante sua participação no Rock in Rio deste ano, os Titãs entraram em estúdio e começam a preparar a sua anunciada ópera rock, a ser lançada em 2018 pela Universal, responsável pelo lançamento do Cabeça Dinossauro ao vivo 2012, para comemorar o aniversário de 25 anos do lançament o do álbum original.

Da banda, que já foi um octeto, resta agora o trio remanescente formado por Sergio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto, que teve a adição de Beto Lee – filho de Rita Lee – nas guitarras, e Mario Fabre, comandando as baquetas.

Fruto da colaboração de todos os membros, juntamente com Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva, dramaturgos, o projeto vem sendo desenhado desde o início deste ano e inclui canções como “12 flores amarelas” (Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto e Beto Lee), “A festa” (Sergio Britto e Branco Mello) e “Me estuprem” (Sergio Britto e Tony Bellotto).

Poucos foram os artistas brasileiros que apostaram no formato ópera rock, tão utilizada no rock inglês, como o The Who, Kinks e outros. Os mais conhecidos foram “O Filho de José e Maria” de Odair José ( sim, ele mesmo; procure conhecer ), lançada em 1977 e um fracasso total comercialmente, mas considerada a primeira ópera rock brasileira, e “Vida e Obra de Johnny McCartney” de Leno ( da dupla Leno e Lílian ), composta em parceria com Raul Seixas, que produziu o álbum, gravado em 1971, mas que teve seu lançamento proibido pela Censura, vindo à público apenas em 1995.

Talvez os Titãs tenham melhor sorte.

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