Conexão restaurada

Depois de um tempo parada, a Conexão Japeri retorna com o mesmo balanço que a destacou nos anos 80.


Bombom, um dos mais respeitados baixistas do Brasil, e que junto com Ed Motta, fez todo mundo dançar soul e funk quando surgiram com a Conexão Japeri em meados dos anos 80, fala sobre o retorno, sobre o cenário atual e a expectativa de tocar nesta sexta, 19/01 – no 3º Rio Rock & Blues Festival 2018.

Rio Rock & Blues Club Magazine – A Conexão Japeri ficou, evidentemente, muito associada a figura do Ed Motta. Como foi prosseguir após a saída dele?

BombomSeguir sem o Ed aconteceu de forma natural, apesar de termos a obrigação de sempre ter um excelente cantor, a gente procura manter esse padrão, como é o caso agora com o Silvio Mazei. O que nos ajudou também a continuar foi a amizade entre eu, Luiz Fernando e o César Farias, além do gosto musical.

RRBCM – Vocês surgiram numa época em que a New Wave começava a dar sinais de esgotamento, e o hard rock com o Guns ´n´ Roses ganhava o mundo, mas ainda assim o som black do Conexão Japeri ganhou o Brasil. Como você analisa aquele momento?

BBComeçamos no final dos anos 80, quando o rock nacional já era maduro, as bandas faziam grandes show, para grandes plateias, era comum as bandas fazerem shows juntos e com a gente não foi diferente. Apesar do som Black nós fazíamos shows junto com: Barão Vermelho, Blitz, Nenhum de Nós… foi um momento importante da música no mundo inteiro, os artistas vendiam discos como nunca.

RRBCM – Nos anos 70, a mistura soul, funk e samba trouxe à tona bandas como a Black Rio, além da onipresença de Tim Maia. Hoje o chamado “funk carioca” é um ritmo bastante diferente do funk americano de James Brown. Vocês são influenciados por ele ou se mantiveram fiéis as raízes?

BBNos anos 70 era comum artistas terem que usar nomes e cantar em inglês tipo: Morris Albert, Michael Sullivan etc etc. Tim Maia, Black Rio, Cassiano, eram uma resistência a essas tendência.
Nos anos 90, a Conexão Japeri e o Copacabana Beat, foram as primeiras bandas que faziam o gênero “funk melody” a serem contratados das gravadoras multi nacionais “BMG , WEA”.
Acho super interessante o funk carioca atual, pela total identidade criada pelo Carioca, as influências são naturais, acho que todas vem das matrizes africanas.

RRBCM – Por que a Conexão Japeri ficou tanto tempo afastada, já que o som de vocês tem presença certa em qualquer “bailão” que se preze?

BB Atravessamos algumas décadas tocando por aí, acho até natural algumas épocas os artistas fazerem algum tipo de intervalo, mas estamos empolgados como no início da carreira !!!

RRBCM – Animados com a participação no 3º Rio Rock & Blues Festival?

BBEstamos animadíssimos de tocar no festival, além da festa, o César Farias está de volta depois de 10 anos em que ele esteve morando fora do Brasil. Vai ser o primeiro show depois do retorno dele, vai ser uma grande festa !!!!

Você pode antecipar seu ingresso para este, e outros shows do Festival, através do site www.riorockebluesfestival.com.br

Foto: Gito Sales

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