A magia da eterna Black Music

Reencontro da famosa Conexão Japeri encanta o público no Rio Rock & Blues Festival em noite que teve ainda tributo aos Titãs com a banda Titanossauros


A quinta noite do 3º Rio Rock & Blues Festival 2018 foi incrível. Na programação, um dos shows mais esperados do festival, o reencontro da Conexão Japeri, uma das grandes da Black Music brasileira. A noite começou com Marcelo Reis, anfitrião do Rock Experience, apresentando algumas guitarras famosas e falando sobre seus representantes máximos. Alguns músicos que iriam se apresentar depois, e outros que já haviam se apresentado em dias anteriores, foram subindo ao palco para demonstrar as guitarras e trocar sons com o anfitrião. Tudo preparando para a porrada que viria em seguida.

Titanossauros, banda que faz um excelente tributo aos Titãs, iniciou seu show com uma batida pesada e tribal, anunciando a faixa título do álbum “Cabeça Dinossauro”. Daí em diante o quinteto desfiou o melhor dos Titãs, com competência e excelente entrosamento.

Os irmãos Fernando Machado (bateria) e Flávio de Paula (baixo) demonstram uma sintonia que vem de berço, sem dúvidas, como se ouviu em faixas como “Comida” e ”Marvin”.

O vocalista Nair Magno, percorre várias faixas dos Titãs, que originalmente são interpretadas pelos diversos integrantes, trazendo uma assinatura pessoal, com voz poderosa e sem copiar nenhum timbre vocal.

A guitarra de Paulo Rangel faz o trabalho em dobro ( os Titãs sempre trabalharam, e trabalham, com dois guitarristas ) sem perder o gás, e brilha em riffs porradeiros do tipo “Polícia”.

Gustavo Cassano faz uma bela base para os voos dos colegas, dando a segurança necessária. Foi, sem dúvidas, um show coeso e poderoso.

Em seguida foi a vez da grande atração da noite.

A banda Conexão Japeri, que não tocava com sua formação original (exceto por Ed Motta) há anos, fez sua “rentrée” apresentando de cara, o melhor da black music dos anos 70 até os dias atuais.

Contando com os vocais de Silvio Mazzei Jr., a banda saiu enfiando uma atrás da outra, sem pausa, hits de Daft Punk ( Get Lucky ), Pharrell Williams ( Happy ), passando por Stevie Wonder ( Superstition, Ins´t She Lovely ), Chic ( Le Freak, Celebration ), George Michael e desembocando no grande soulman brasileiro, Tim Maia, com “Do Leme ao Pontal”, “ Acende o Farol” e “Descobridor dos Sete Mares”.

Quando se achava que não tocariam nada do seu repertório, a Conexão Japeri fez do set final uma surpresa.

Praticamente todo o primeiro álbum da banda foi tocado na íntegra. “Lady”, “Parada de Lucas”, “Um Love” e outras além, claro dos dois hits, “Vamos Dançar” e “ Manuel”.

Bombom mostrou porque é considerado um dos maiores baixistas brasileiros; swing, balanço, groove, pressão, tudo isso em apenas dez dedos.

A guitarra de Luiz Fernando Comprido é daquelas de levantar defunto com as palhetadas que o moço desfere, e Cesar Farias (Bodão), baterista da velha escola, alinha tudo o que é preciso para transformar um Power Trio, em uma máquina poderosa de música pra dançar.

A Conexão deixou gostinho de quero mais. Tomara que a trupe se reúna novamente em breve. Os fãs da boa música agradecem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *